Acabou a gratuidade?

 

redação de jornal vazia, crise da Imprensa
Redação de jornal vazia, crise da Imprensa

O site do Wall Street Journal, um dos principais jornais americanos e o primeiro a disponibilizar uma edição na internet, está estudando a possibilidade de acabar com a gratuidade de toda informação em seu site. O WSJ há tempos não anda muito contente com a distribuição gratuita de suas informações pela internet.

O WSJ está analisando cobrar por artigos veiculados digitalmente. Eles sabem que dificilmente pessoas farão assinaturas mensais ou anuais do jornal, então estão estudando a proposta de criar um sistema de micro-pagamento a ser lançado ainda este ano.

Este seria o primeiro grande jornal do mundo a adotar uma medida deste tipo para tentar se desvencilhar da baixa iniciativa de publicidade online nos jornais. O WSJ tem feito campanha em cidades americanas para o pagamento de artigos online em sites de jornais.

Apesar de iniciativas como a da Amazon com o Kindle DX, que aumentou de tamanho para seus leitores conseguirem ler jornais e revistas, a imprensa mundial está em crise devido também à internet e seus novos modos de distribuição de conteúdo e baixo retorno financeiro.

Jornalistas, professores e especialistas buscam a cada dia formas de salvar as empresas de jornalismo com idéias de como garantir saldo positivo nas finanças das organizações com a distribuição de notícias pelos meios digitas.

Formas como o Kindle, cobranças por artigos, assinaturas de jornais digitais e publicidade online estão sendo estudadas para a permanência das grandes empresas de comunicação na era da informação digital.

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1 comentário

Arquivado em Tecnologia

Uma resposta para “Acabou a gratuidade?

  1. José Augusto Bifano Filho

    Essa é uma tentativa desesperada para a obtenção de capital. Ocorre que a circulação da informação no meio eletrônico é inevitável. Mesmo que seja cobrado para se ter acesso à informação, muito provavelmente sempre haverá alguém com algum conhecimento capaz de disseminar a informação, frustrando a “exclusividade” pretendida.

    Inclusive alguns artistas no ramo da música parecem agir de modo mais arguto, ou seja, seguem a corrente, ao invés de lutar contra ela. Modo geral, bandas emergentes no cenário nacional utilizaram a imprensa eletrônica para alavancar a divulgação do seu trabalho. Naturalmente essa divulgação possibilitou o ingresso de recursos por outra via.

    Talvez seja o caso de se realizar um estudo, uma prospecção sobre o mercado, sobre as tendências no ramo da Internet e o seu potencial aproveitamento para geração de lucro às empresas. Certamente esse intento não será atingindo restringindo o acesso às informações àqueles que paguem pelo serviço.

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